quinta-feira, 12 de abril de 2018

O que a morte traz

Olho para as mentes que me rodeiam
Ouço-as a cantar ninharias
Nestes dias que passeiam
Sem história nas suas vidas.

Toco com as minhas mãos frias
O tecido do tempo; Todos lampejam
Tocar-lhe, pela eternidade que almejam
Quando chegar o fim da noite dos seus dias.

À morte, todos desejam sobreviver
Como almas perdidas na eternidade
Esquecendo o material sofrer

Desta vida que se prolonga na infelicidade
Da incerteza de uma vida fugaz
Em que ninguém sabe o que a morte traz.

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