sábado, 14 de abril de 2018

Ao meu irmão


Teus olhos irmão,
Possuem a calma imensidão
Das serras onde minha alma repousa.

Tuas palavras são o doce e lento correr das frias águas do rio
Onde banho o meu ser
E teus cabelos,
O vento revoltado que me conforta o sofrido espírito.

Tuas mãos são fontes abertas de carícias
Onde afogo a minha sede de carinho
E teus ombros fortes, são leitos onde posso encostar minha cabeça
E chorar as minhas mágoas.

Mergulho então nesse teu sorriso aberto
Tão lindo
E afogo-me lentamente nesse teu riso maravilhoso
Que faz-me sorrir
E perco-me dentro da tua alma imensa.

Tu meu irmão, és a beleza que nunca possuí
E a pureza que invejei
Para mim próprio.

Tenho vergonha,
Vergonha de tratar-te por irmão
Pois que não sou merecedor de um irmão tão belo
E tão perfeito.

Por tal, peço-te que me perdoes.

Amo-te meu irmão.

Adeus,
Partirei com a solidão.

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