sábado, 5 de agosto de 2017

Pressinto

Nascida da omnipotente palma da mão de algum louco deus
Ao qual não pertenço
A rosa do amor plantou uma das suas pétalas na minha alma
Mergulhando-a no abismo das mundanas paixões.

Enterrado no lodo das enamoradas sensações
Grito desesperado pelo princípio do fim do meu ser
Esperando impacientemente pela extinção do amor e da paixão
Que afundam-me no mais louco desespero dos loucos.

Louco sou eu porque acredito ainda no amor,
E sofro doloridamente por ser ainda um crente do amor.

Terei que partir para as trevas
E não mais voltar a este mundo,
Fim tão desejado
E nunca alcançado.


Adeus.

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