domingo, 27 de agosto de 2017

Noite Eterna

Divago na tentação da noite eterna
Que se estende à minha frente
Ouço as palavras ditas e cantadas
Desnivelarem-se dos carris do destino
E perco-me na horizontalidade do amor que sinto por ti.
Serpenteio meus braços com as tarântulas das minhas sensações
E desencaminho-me na frieza de uma vontade.
As águas passeiam calmas a meu lado
Fazendo-me sentir parte do infinito do qual faço parte
E despindo-me de preconceitos do mundo,
Lanço-me nu e destemido
Nos lagos de vontades de uma força maior do que a minha.
A sobrevivência torna-se perpétua para aqueles que sabem que nada mais
Daquilo que somos é definitivamente perpétuo.

Alcanço-me na tristeza de um olhar.

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