sábado, 5 de agosto de 2017

Na cidade

Na cidade onde se canta o fado não há sombras nem pinheiros
Apenas hipócritas que se apresentam como verdadeiros.

As pedras da portuguesa calçada estremecem ao som da multidão
Que caminha por vezes insensível ao seu próprio coração.

As esplanadas dos cafés alagam-se de mísera gente
Que se abre aos seus semelhantes num sorriso falso e incoerente.

Cada pessoa nesta cidade é um ilustre desconhecido
Como tal poucos são aqueles a quem posso realmente chamar de amigo.

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