sábado, 15 de julho de 2017

O Oitavo Céu

Guitarras soltam seus gritos de solidão
A música preenche o ar
Alcançando as trevas da perdição
Vozes sofridas a chorar
A morte chegará na noite estrelada
Nossos ombros cobertos de sangue escuro
Nossa mente será penetrada
Pelo negro corvo impuro
Ganharemos asas para voar
Substituindo as garras da vida
Pacientemente iremos esperar
As asas da coruja sofrida
Subiremos ao oitavo céu
Iremos nascer na morte
E tal como eu
Vais viajar pelo corte
Sons vindos do aniquilamento
Não chegam ao nosso estranho lugar
Passando pelo nosso banal sofrimento
A realidade, iremos matar
Na verdade buscaremos a ilusão
Assassinando a existência impura
Destes seres sem coração
Que dormem durante a noite escura
Acordando para a fantasia
Da ilusão inimaginável
Tudo o que eu queria
Era no infinito ter entrada
Buscando o meu ser
Chegando aos portais do universo
Ter o negro poder
De rodear o inverso
Desta realidade hipócrita e arrogante
Voltando ao sonho da verdade
Até sofrer bastante
Na vaga infelicidade
De viver nesta realidade.

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