sexta-feira, 19 de maio de 2017

Para a eternidade...

Talvez eu diga que te amo...
Só para não te ver chorar             
Talvez eu diga que te adoro
Apenas e só por te amar.

O que é isto que se passa na minha vida?
Toda esta constante ternura?
O que é isto minha alma querida?

Mato em ti esta sede pura
De um amor sem idade!!!
Livre, para a eternidade... 

domingo, 9 de abril de 2017

Quando te vi…

Quando te vi, já era demasiado tarde
Pois que tomaste de assalto o meu coração
Num sobressalto que escapou à razão
E à minha própria vontade.

Fixei a luz dos teus olhos e guardei-a dentro de mim
Deixando-a crescer e inundar todo o meu ser
De uma felicidade sem fim
Como eterno amanhecer
De um amor que desconhecia poder sentir dentro de mim.

Senti o calor dos teus beijos
As tuas mãos nos meus lábios
Esqueci o mundo, mergulhei nos teus desejos
Na doce canção da tua voz, da minha felicidade
Por estarmos sós com um amor sem idade.

Mas deixo-te voar em liberdade, em direção ao que não desejas,
Àquilo que pensas ser uma felicidade com rosto
Visível nas cidades, aldeias, vilas e igrejas
Que se alimentam do amor já morto.

Não vás! Sussurra a minha alma envelhecida
Desgastada pela grande ilusão do mundo
Mas a luz dos teus olhos, curiosa e decidida
Demove-me de te prender ao meu estranho amor profundo.

Estarei sempre aqui, à espera de te abraçar
Nos momentos em que te desiludires com a vida
Podes chorar no meu peito quando te achares perdida,
Podes sempre aos meus beijos retornar
Pois que jamais deixarei de te amar. 

Pobre saudade

Tal como os sonhos não deixam
Marca na inconsciência pura
Assim os pesadelos não deixam
Marca na consciência futura.

Homem e coerência encontram-se,
Que palavras ficam por dizer?
Os opostos esses, desencontram-se
O resto é para esquecer.

Pobres, os poetas resistem
Sem ideais, sem liberdade
Secretamente eles persistem
Pobres, na eterna saudade.

domingo, 2 de abril de 2017

Amar-te

Amar-te
É poder sonhar
Recordar-te
Em tudo o que eu pensar

É atirar-me pelo precipício
Sem receio de me perder
Voltando ao momento propício
Em que amo sem sofrer

É mirar-me no teu reflexo
E encontrar-me na tua alma
E ficar perplexo
Com toda a tua calma

Com a qual, enfrentas a vida
Com tanta coragem e determinação
E encontrar a tua alma, despida
Dentro do meu coração.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Choro

Um ser estranho ao mundo.
Estou num autocarro,…
As avenidas de Chelsea permanecem iluminadas pelas riquezas que as rodeiam,
Valores materiais que nada me dizem,
A mim, ser de uma tristeza única,
De um olhar lacrimejante que ninguém compreende.
Harrods,
Espetáculo material que a mim não diz respeito.
Dor, tristeza…
Aniversário deste ser corpóreo no qual habito.
Idiotas que se sentam atrás de mim.
Risos, falatório…
Ridículas mediocridades que ocorrem numa cidade
Onde não existe vida.
Onde não há lugar para a alma,
Para o sentimento puro do Amor supremo!
(do amor que em mim persiste)
Gentinha, apenas gentinha.
Nada há de concreto, de perpétuo
Algo verdadeiramente importante.
Apenas o vazio da existência.

Apenas a minha dor.

Dias que me abandonam

Sou a perfeição da loucura.
Todo o ser que em mim habita
Padece-se ao som do Luar.
Estranho sonho
Estranha a Loucura!
Sou pequeno!

Demasiado pequeno.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Pudesse (não podem duvidar das minhas palavras)

Pudesse estar eu sozinho e triste todos os dias da minha vida,
Para que em segredo,
Sem ninguém desconfiar,
Pudesse amar as coisas e as pessoas,
Como Deus;
E não deixar meu coração cair na rotina dos dias e dos rancores
Quotidianos.
Pudessem ser eu todas as nascentes de águas frias
De todas as montanhas do mundo,
Pudesse ser eu a água de todas as chuvas
E a luz de todos os relâmpagos de todas as tempestades do mundo.
Pudesse ser eu Tudo
E Tudo amar pelo Sonho tão grande de Amar.

Despejo-me na latrina da existência,

E deixo-me apodrecer ao Sol da vulgaridade.