domingo, 2 de outubro de 2016

Parto difícil este o das palavras

Arrasto-me lentamente pelo vale da solidão
Acompanhado apenas pelos grunhidos
Desses humanos sem imaginação
Humilhando o seu semelhante porque se sentem perdidos,

É por tantas vezes que ouço barbaridades
Que minha alma se sente perdida
Por caminhar junto a várias vontades
Perco-me apenas na minha personalidade doentia...

Não me apetece vencer batalhas
Nas quais sou incluído
Por vezes em situações tão estranhas
Em que me sinto um recluso imbuído
De um espírito de incerteza salutar
Na sua própria forma de amar.


Parto difícil este o das palavras.

sábado, 1 de outubro de 2016

Foi por te amar...

Foi por te amar que me vendi
Foi por te amar que minh’alma perdi...
Enfrento agora a solidão e a loucura
De viver perdido numa insanidade impura.

Só eu sei o que perdi...
Essa efémera felicidade pura
Chorada numa noite escura
Que eu chorei e esqueci.

Rendo meus sentidos à insanidade
De ninguém já ocultada
Nesta pérfida cidade.

Choro a minh’alma amada
Perdida de todos os sentidos
Para gáudio dos meus inimigos.

sábado, 18 de junho de 2016

Quando te perdi...

Quando te perdi, não perdi apenas o meu Sol,
Perdi a minha lua, a minha musa
O meu singelíssimo pôr do Sol
Belo, tal como a tua recusa
Em aceitar esta minha solidão
Que te afastava do meu coração.

Aceitei, arrumei-te as malas de viagem
Beijei-te na testa, como merecias.
E agora, possuo apenas a tua imagem
No reflexo das fotografias.