sábado, 2 de maio de 2015

Noite

Noite de Silêncio, no ensurdecedor som da noite
Noite de Solidão, na companhia de estranhos solitários
Noite perdida em mais um bar da noite
Ninho e nicho de amores e desamores vários.

Noite de uma alma perdida entre os outros
que celebram a vida até ao seu finito limite
Noite com um estranho sabor a loucos
Que se limitam a celebrar tudo o que existe.

Quão estranha é esta noite chuvosa
Perdida noutras noites sem igual
De uma estranha alma amorosa

Que procura o seu amor na escuridão
Sem nunca encontrar o tal
nas brumas da sua negra e fatal paixão.