domingo, 1 de abril de 2012

O teu nome, Maria

O teu nome, Maria
Vem bater às portas do meu sonho,
E lança-me numa lacónica sensação de tristeza.
 Venho do teu nome, Maria
Dessa ansiedade sentida por tudo aquilo que está para vir.
 Sonho o pecador acto de viver
E refugio-me nas pobres mantas do tempo.
 Teu ventre, Maria
Ainda incendiado pelo fruto da tua dor
 Recai agora na paz dos dias e na luz das noites,
E eu choro Maria.
 Teu nome…
Maria.
Tulipa do meu coração.

Altiva solidão

Altiva desce a minha rua a opulenta solidão
Para vir entrar de rompante na minha casa,
Furiosa e raivosa com a leve percepção
De que a posso abandonar como um pássaro que bate a asa.

 Já não sinto o carinho no seu olhar,
 Posso finalmente partir para longe,
Atravessar o tempestuoso mar,
 E tentar esquecer a traição de quem foge.

 Poderei agora voltar a viver a vida inconstante
Que iludido tentei esquecer
Agarrar firme cada instante
Como se estivesse prestes a morrer.

 Não mais me voltará a ver sorridente
Disposto a aceitar as suas vontades
Ganhou a batalha a minha alma descrente
Do amor e das suas utópicas verdades.