terça-feira, 4 de setembro de 2012

Em meus dedos…


Em meus dedos, repousa a vontade de te acariciar
Quase que esquecida nos dias dessa eterna solidão
Que é dar à vida mais do que se pode imaginar
Ao trabalho que pretende alimentar o coração.

Fugaz esperança que se desvanece com o tempo,
A de existir num ser obrigado a sobreviver
Nesta vida que foi feita para viver
E não para ocupar de preocupações o simples pensamento.

Deito-me na nossa cama, repouso
De eternos dias de batalha desigual
Entre a luta da vida e o calmo pouso
Em todos os dias em si igual.