terça-feira, 4 de setembro de 2012

Após a noite ter caído


Após a noite ter caído,
 Do céu outrora iluminado pelo inebriante azul da paz,
Senti,
 Com a aproximação da lua,
 O desconforto de não estar ao pé de ti.

Deixo correr com vagar
Os minutos e as horas que passo com o abandono
Que sinto em meu coração,
Sem saber se hei-de fugir da solidão
Ou se hei-de deixar-me adormecer nos teus braços plenos de carícias.

Não soube distinguir o “Adeus” que me disseste hoje ao fim da tarde
Do “Olá” com que te apresentas todas as noites nos meus caóticos sonhos
De poeta em busca do seu efémero amor,
E que não soube reconhecer em teus abraços
Os abraços com que sonhou,
 Para a sua alma.

Sinto em toda a minha insatisfação
A insatisfação que provoco na tua alma carente de carinho,
E chego à conclusão de que uma vez mais
Todo o despropósito do meu egoísmo conduz-me para a minha já habitual solidão.