quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Quando te vi…


Quando te vi, já era demasiado tarde
Pois que tomaste de assalto o meu coração
Num sobressalto que escapou à razão
E à minha própria vontade.

Fixei a luz dos teus olhos e guardei-a dentro de mim
Deixando-a crescer e inundar todo o meu ser
De uma felicidade sem fim
Como eterno amanhecer
De um amor que desconhecia poder sentir dentro de mim.

Senti o calor dos teus beijos
As tuas mãos nos meus lábios
Esqueci o mundo, mergulhei nos teus desejos
Na doce canção da tua voz, da minha felicidade
Por estarmos sós com um amor sem idade.

Mas deixo-te voar em liberdade, em direção ao que não desejas,
Àquilo que pensas ser uma felicidade com rosto
Visível nas cidades, aldeias, vilas e igrejas
Que se alimentam do amor já morto.

Não vás! Sussurra a minha alma envelhecida
Desgastada pela grande ilusão do mundo
Mas a luz dos teus olhos, curiosa e decidida
Demove-me de te prender ao meu estranho amor profundo.

Estarei sempre aqui, à espera de te abraçar
Nos momentos em que te desiludires com a vida
Podes chorar no meu peito quando te achares perdida,
Podes sempre aos meus beijos retornar
Pois que jamais deixarei de te amar. 

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