quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Chora baixinho


Chora baixinho
Para que o vento não te ouça,
Não vá ele espalhar os teus lamentos aos quatro cantos do mundo.
Chora no meu ombro,
Para que eu te possa beijar,
A ti
E a esse sal das tuas lágrimas
Que me entristecem.

O sabor do amor que por ti sinto e que escondo
Mergulha na dor de tanto te amar,
Excluindo a saudade desses uivos do vento que contorna os quatro cantos do mundo.

Encosta o teu coração ao meu,
Ensina-me o ritmo do teu amor,
O ritmo da tua paixão.
Nega-me o prazer,
Nega-me a fútil e fácil aproximação dos corpos,
Para que em silêncio possa admirar a tua alma,
Sem desejo
Sem temor…
… Apenas à espera de mergulhar no teu coração,
Pleno de amor,
E que ainda foge de mim para voltar para a triste
(e por ti amada)
Solidão,
E para o triste prazer da dor.

Deita-te neste meu leito de pesadelos
E abraça-me até a dor não poder ser mais por ti resgatada
E, sem mais demoras, poderes enfim entregar-te ao meu coração
E à minha alma, apenas para ti de tudo despida.

Deixa-me entrar pelo portal dos teus sonhos,
Pelo portal do teu amor
E adormecer em tremores de desespero,
Nesse inexistente e falso conforto que possuis em teu coração.

Confia em mim.
Amo-te.

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