domingo, 9 de outubro de 2011

Às voltas…

Às voltas por bares nocturnos, suspeitos
De guardarem a fadiga de almas obscuras
Procuro insolente meus sonhos desfeitos
Nas asas de aves tristes e impuras

Abraça-me a noite e a Saudade de amar
Um alguém que a tristeza tenha abandonado
Beber de seus olhos a luz do mar
E reencontrar a alegria de ser amado

Mas chegam até mim vozes que saem de escuras paredes
Convidando-me para uma festa privada,
Promessas de amor proferidas centenas de vezes

Que me iludem à luz de uma lua abandonada
Que chora a triste e utópica ilusão
De um poeta que não sabe amar o seu coração.





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