quarta-feira, 14 de julho de 2010

Porquê?

Porquê, destino meu?
Porquê este meu infortúnio
De louco e triste nascer,
Crescer, viver e sofrer
Até morrer?

Porquê esta incapacidade,
De viver, de concordar,
De valorizar e de
Enaltecer

Todos os que me rodeiam,
Todos os que sabem viver
Não como eu, na amargura
Na tristeza impura
Mas na alegria pura
Dos que serpenteiam
O azar e a loucura
Com os seus ideais
Estranhamente irreais,
Cómicos, loucos e banais?

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Pobre saudade

Tal como os sonhos não deixam
Marca na inconsciência pura
Assim os pesadelos não deixam
Marca na consciência futura.

Homem e coerência encontram-se,
Que palavras ficam por dizer?
Os opostos esses, desencontram-se
O resto é para esquecer.

Pobres, os poetas resistem
Sem ideais, sem liberdade
Secretamente eles persistem
Pobres, na eterna saudade.