terça-feira, 6 de julho de 2010

Paisagem

Paisagem de um sonho inconcebível
Quer por Deus, quer pelo Diabo
De compreensão solenemente impossível
Pelos filhos de um mundo mal amado

Depreendo da existência todo o seu caótico
Sentido de nunca ser libertada
De mais algum ser despótico
Que pisa a terra mal amada

Olho para o alto das bandeiras
Todas elas escarradas em "Liberdade"
Ouvindo sons de fogo nas fronteiras
De alguma minha vizinha cidade

Por Deus que o concebível seja tão limitado
Fecho-me na tristeza de um rosto
Em mais de mil lágrimas espelhado
Fingindo estar apenas mal disposto.