sexta-feira, 30 de julho de 2010

Clepsidra

Conta o tempo devagar, a clepsidra,
Os segundos minutos e horas da minha vida
Com a pressão do tempo fica dividida
Entre a doçura da morte e a da vida.

(Contou o meu tempo devagar,
Esse vaso transbordante
De um amor que ficou por amar
E que se perdeu num instante.)

Em mim não tem lugar o tempo.
Não há uma clepsidra que sirva,
Para contar um único momento
Da minha estranha e triste vida.

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